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Antes da razão, sentimos

Foto do escritor: Tatiana Dórea
Tatiana Dórea
20 de jul.
1 min de leitura

Antes da razão, sentimos

Há quem passe a vida tentando controlar o que sente, como se algumas emoções fossem inadequadas e precisassem desaparecer. Mas as emoções não surgem apenas para causar desconforto. Elas também oferecem informações sobre a maneira como percebemos e vivenciamos determinada situação.


Toda emoção tem uma função, ainda que seu sentido nem sempre seja imediatamente compreendido.


A ansiedade pode revelar uma percepção de ameaça. A tristeza pode indicar que algo importante foi perdido. A raiva pode sinalizar que um limite foi ultrapassado. Até a alegria, muitas vezes vivida sem a atenção que merece, pode revelar aquilo que desejamos preservar.


O sofrimento pode se intensificar quando, em vez de compreender o que sentimos, passamos a julgar a própria emoção. Chamamos a tristeza de fraqueza, o medo de incapacidade e a ansiedade de exagero. Aos poucos, deixamos de dialogar com nossa experiência e passamos apenas a tentar silenciá-la.


As emoções podem mudar de intensidade ao longo do tempo. O sofrimento, porém, pode se prolongar conforme interpretamos o que sentimos, reagimos à emoção ou permanecemos expostos à situação que a desencadeou.


Conhecer as próprias emoções não significa viver sob o domínio delas. Significa reconhecer que elas oferecem informações sobre a maneira como estamos percebendo o mundo, as pessoas e a nós mesmos.


Talvez o verdadeiro equilíbrio emocional não esteja em sentir menos, mas em compreender melhor. Por Tatiana Dórea.

 
 
 

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